Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
SÃO PAULO - As bolsas de Nova York devem abrir a sessão desta terça-feira em queda, sinalizam os índices futuros, seguindo a baixa de outros mercados internacionais. As previsões pessimistas da União Europeia para a zona do euro definiram o tom negativo dos negócios, enquanto os investidores aguardam dados importantes dos Estados Unidos esta semana. Às 11h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro caía 0,46%, o S&P 500 perdia 0,40% e o Nasdaq recuava 0,36%.
A atenção dos investidores está nos indicadores econômicos desta semana, principalmente na primeira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) americano do terceiro trimestre e no relatório de emprego de outubro - ambos devem ajudar na formação das expectativas sobre quando o Federal Reserve pode iniciar sua retirada gradual de estímulos monetários à economia.
Logo mais, às 13h (de Brasília), o Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) divulga o índice de atividade do setor de serviços dos EUA em outubro. A expectativa dos economistas é de que o índice tenha leve queda para 54,0, de 54,4 em setembro. Nos últimos dias, números do ISM sobre o setor manufatureiro dos EUA em geral e de Chicago em específico, além dos dados sobre as condições empresariais em Nova York, acabaram surpreendendo positivamente o mercado e contribuindo para a percepção de que o Fed pode reduzir estímulos ainda este ano.
Os subíndices de emprego desses indicadores vêm sendo analisados para a formação de previsões para o relatório de emprego que saíra nesta sexta-feira (08). O subíndice de emprego do ISM de serviços será o último pedaço de informação que pode fazer com que os analistas ajustem suas expectativas para sexta-feira, disse o economista-chefe para os EUA do Deutsche Bank, Joseph LaVorgna, em nota a clientes. Para o economista, o relatório de emprego pode sofrer impacto negativo da paralisação do governo, o que deve ser mais evidente na taxa de desemprego.
Os investidores também estarão atentos aos discursos de dirigentes do banco central americano previstos para hoje. O presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, discursa para líderes empresariais em Charlotte, às 16h15, e o presidente do Fed de São Francisco, John Williams, faz pronunciamento às 20h. Nenhum dos dois tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) este ano.
Mais cedo, porém, o presidente da distrital de Boston, Eric Rosengren, disse à CNBC que gostaria de ver uma melhora maior no mercado de trabalho antes de considerar o início da redução de compras de bônus. Rosengren, que tem poder de voto no Fomc este ano, é considerado um membro dovish do banco central, ou mais preocupado com o desemprego do que com a inflação.
Para Colin Cieszynski, analista sênior da CMC Markets, o mercado está passando por um ajuste e não parece haver algo em particular pesando sobre as bolsas americanas. As pessoas estão simplesmente aguardando novos números, afirmou.
No noticiário corporativo, as ações da Tesla Motors ganham 3,52% no pré-mercado. A montadora vai divulgar seu balanço do terceiro trimestre após o fechamento do pregão. Em outubro, o papel da empresa perdeu 17%, mas somente nas duas últimas sessões avançou 9,5%.