Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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DE SÃO PAULO
Depois de ter oscilado no azul durante boa parte do dia, o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, perdeu força na última hora de negociações e fechou esta sexta-feira (27) praticamente estável, com leve queda de 0,08%, a 53.738 pontos. Foi a quarta baixa consecutiva do indicador, que acumulou perda de 0,69% na semana.
O bom desempenho das ações dos bancos nesta sexta-feira foi ofuscado pela baixa de 9,68% dos papéis da OGX, petroleira de Eike Batista, que fecharam em seu menor valor histórico, a R$ 0,28. O Ibovespa também foi prejudicado pela perda de 1,59% das ações da Vale, para R$ 32,14.
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Os units (conjunto de ações) do Banco Santander avançaram 6,75%, a R$ 15,50, depois que o terceiro maior banco privado brasileiro anunciou que fará uma reestruturação de sua base de capital que dará R$ 6 bilhões aos acionistas, sendo o maior deles sua matriz espanhola, que detém 75% das ações.
"O anúncio [da reestruturação do Santander] vem com viés positivo (...) Vale lembrar que a instituição continua a apresentar desempenho abaixo da média em termos de resultado final e índices de inadimplência (...) A empresa está trocando seu capital próprio (de custo mais alto) para dívida (a custo mais baixo). Isso aumenta a alavancagem da empresa e melhora sua estrutura de capital, na medida em que reduz o excesso de capital que possuía", diz William Alves, analista-chefe da XP Investimentos, em relatório.
De acordo com Silvia Zanotto, analista-chefe da Planner Corretora, o retorno sobre o patrimônio líquido do Banco Santander deve melhorar em aproximadamente 40 pontos base após a medida. "A proposta faz sentido na medida em que ele está trocando capital por instrumentos de capital com custo menor", afirma em relatório.
Na esteira da disparada dos papéis do Santander, outras ações de instituições financeiras também subiram. É o caso do Banco do Brasil (+2,84%), Itaú Unibanco (+2,29%), Itaúsa (+2,9%) e os papéis mais negociados do Bradesco (+2,62%).
As Bolsas internacionais caíram nesta sexta-feira, uma vez que continuou pesando negativamente a apreensão com as negociações sobre o orçamento e o teto da dívida dos Estados Unidos, diante do temor de que uma paralisação do governo americano e um calote possam ameaçar a recuperação econômica do país.
Hoje, o presidente do Federal Reserve (banco central americano) de Chicago, Charles Evans, afirmou haver uma "chance decente" de que a instituição comece a reduzir seu estímulo monetário neste ano, mas há riscos que podem adiar esse processo para 2014.
CÂMBIO
No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, registrou alta de 0,9% em relação ao real, cotado em R$ 2,257 na venda. Foi a terceira alta consecutiva da moeda americana, a maior sequência de valorizações desde o início do plano de intervenções diárias do Banco Central, em 23 de agosto. Na semana, houve avanço de 2,34%.
Já dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou 0,48%, também a R$ 2,257. Na semana, houve ganho de 1,71%.
O desempenho do real foi semelhante ao de outras moedas de países emergentes, que também se desvalorizavam ante o dólar devido ao aumento da aversão ao risco global.
Segundo especialistas, também influenciou a alta do dólar hoje a proximidade da formação da ptax (taxa de referência calculada pelo Banco Central), na segunda-feira (30).
O Banco Central realizou dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra nesta sexta-feira. No primeiro, foi ofertado US$ 1 bilhão, com data de recompra em 2 de julho de 2014. Em seguida, o BC ofertou US$ 701 milhões, com a mesma data de recompra, com finalidade de rolagem.
Com Reuters