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CIRILO JUNIOR
DO RIO
De olho em um público que não para de se expandir -a classe C e seus sonhos de consumo-, a rede de academias carioca A!Body Tech prepara o lançamento de sua segunda marca.
Segue assim o exemplo de grifes de moda que criam marcas com preços mais em conta, ampliando sua clientela sem perder o glamour.
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| Rafael Andrade/Folhapress |
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| Luiz Urquiza, sócio da A!BodyTech; empresa quer atrair clientes de menor renda |
Até meados de 2011 serão dez academias sob a bandeira Fórmula Express -seis no Rio e quatro em São Paulo. Com isso, os sócios aproveitam a marca paulista Fórmula, comprada por eles.
Depois da inauguração das seis primeiras unidades, a rede deve se expandir em sistema de franquia.
Pesquisa da Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, junto com a Ipsos, mostra que a fatia da classe C na população brasileira cresceu de 45% em 2008 para 49% em 2009, chegando a 92,85 milhões de pessoas, com renda familiar média mensal de R$ 1.276.
De acordo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 2008, 13,6% das pessoas com mais de 14 anos e renda de 2 a 3 salários mínimos praticam corrida, basquete, futebol ou aeróbica pelo menos três vezes na semana, ou caminham pelo menos cinco vezes.
É esse público que as novas academias miram. Enquanto as A!Body Tech têm mensalidades na faixa dos R$ 300 -em algumas áreas mais nobres da zona sul carioca o valor é mais alto-, as Fórmula Express custarão, em média, R$ 120 por mês.
"Serão unidades mais simples, para um público que não exige diversas atividades numa academia", explica Luiz Urquiza, um dos sócios.
BIO RITMO
A rede Bio Ritmo, de São Paulo, com 22 academias, também aposta no filão. Lançou em 2009 a marca Smart Fit, com preço médio de R$ 90. Já são dez unidades mais "simples e específicas", define o diretor Edgard Corona.
Os planos de expansão da empresa incluem oito academias Smart Fit, e só quatro da marca Bio Ritmo. "A expansão para regiões que concentram moradores de menor renda vai acontecer naturalmente", informa Corona.
A ampliação dos investimentos das grandes redes em academias cria gargalos na indústria do setor, acostumada a demanda menor.
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