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O Banco Cruzeiro do Sul, que teve a liquidação decretada pelo Banco Central em setembro, está leiloando o que resta de seus ativos.
Bens de escritório como cadeiras giratórias, armários, mesas, estações de trabalho e outros itens com preços variando de R$ 10 a R$ 200 estão relacionados no site da Sold, do grupo de leilões Zukerman.
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Itens de maior valor, como a frota de três helicópteros pertencente ao banco, também estão listados no site da Zukerman, mas sob a informação de que já foram negociados.
Os helicópteros não receberam sequer um lance em leilão realizado em agosto. Atraíram compradores apenas em outubro e tiveram a venda decretada há poucos dias.
De acordo com informações do site da leiloeira, seis automóveis do banco também já foram vendidos. Uma Mercedes-Benz foi arrematada por R$ 392 mil, e duas SUVs saíram por R$ 136.500 e R$ 194 mil cada. Outros três carros --dois Astra e uma Zafira-- saíram, cada um, por cerca de 19 mil.
O montante arrecadado será usado no pagamento dos credores do Cruzeiro do Sul. Salários, indenizações e outros créditos trabalhistas têm prioridade na fila de recebimento das dívidas.
ENTENDA O CASO
Após o fracasso das negociações com o Santander, o BC (Banco Central) decretou a liquidação do Banco Cruzeiro do Sul, que estava sob a intervenção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) desde junho.
As conversas com o grupo espanhol se estenderam, mas não tiveram um desfecho favorável. Sem um comprador, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) recomendou a liquidação do banco, confirmada nesta manhã pelo Banco Central.
O Cruzeiro do Sul sofreu intervenção após o BC constatar problemas na contabilidade do banco e descumprimento de normas do sistema financeiro.
Dirigentes e controladores foram afastados da instituição e o FGC passou a dirigir o banco. O Cruzeiro do Sul teve um rombo contábil de R$ 3,1 bilhões e está com patrimônio negativo. A instituição tem 0,25% dos ativos do sistema financeiro nacional e 0,35% dos depósitos.
Para evitar a liquidação, o FGC tinha de obter êxito na negociação das dívidas e encontrar um comprador. O Santander, último interessado no banco, desistiu do negócio.
PRISÃO
As fraudes que levaram o Banco Cruzeiro do Sul à liquidação podem ter alimentado contas no exterior em nome dos controladores da instituição em até R$ 1 bilhão.
A suspeita e a estimativa são de técnicos que acompanham as investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Os supostos desvios foram um dos motivos que levaram o Ministério Público Federal em São Paulo a pedir a prisão preventiva dos ex-controladores, Luis Octávio Indio da Costa e Luiz Felippe Indio da Costa. O primeiro está preso, e o segundo, em prisão domiciliar.