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O diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, afirmou nesta quinta-feira (28), durante divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, que a expectativa da autoridade monetária é que as taxas de juros aos consumidores caiam para a casa dos 37% ao ano em junho.
"Nossa visão é que os juros à pessoa física vão se posicionar em um novo recorde de baixa neste mês", disse Araújo. "No caso das taxas a empresas, não é mínima histórica, mas a tendência é de recuo", completou.
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Nesta semana, o BC divulgou que a taxa média para consumidores caiu de 41,8% ao ano em abril para 38,8% ao ano no mês passado. No caso de financiamentos para pessoas jurídicas, a queda foi de 26,3% para 25%, na mesma comparação.
INADIMPLÊNCIA
A inadimplência dos consumidores voltou a subir em maio. Os dados do BC mostram que 8% dos empréstimos a pessoas físicas apresentam atraso no pagamento superior a 90 dias, acima dos 7,8% registrados em abril. No caso da inadimplência das empresas, o percentual se manteve em 4,1% no mês passado.
A inadimplência geral (pessoa física e pessoa jurídica) foi de 6% em maio --a maior da história (da série iniciada em junho de 2000). Já a inadimplência a pessoa física é a maior desde maio de 2009.
Os calotes cresceram na categoria financiamento de veículos (de 5,9% para 6,1%), cheque especial (de 10,1% para 11,3%), crédito pessoal (de 5,6% para 5,7%) e aquisição de bens (de 13,5% para 13,9%).
Apesar desse cenário de alta do calote, as taxas de juros cobradas do consumidor continuaram em queda. A taxa média para pessoas físicas no mês passado caiu de 41,8% ao ano para 38,8% ao ano. No caso dos financiamentos para pessoas jurídicas, a queda foi de 26,3% para 25%.
"[A inadimplência] manteve-se no patamar mais elevado da nossa série, influenciado pela inadimplência de pessoa física, em particular veículos. Isso acontece por conta do segundo semestre de 2010. Tivemos naquele período expansão bastante pronunciada, prazo médio dessas operações era de em média quatro anos, e isso ainda repercute na carteira de crédito", ressaltou Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.