Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
Onze dos maiores bancos públicos e privados do país acertaram nesta quinta-feira (12) que participarão do financiamento das rodovias, cujos leilões começam na próxima semana.
O consórcio será coordenado pelo Banco do Brasil e terá a participação de Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, BTG Pactual, Santander, HSBC, Votorantim, JP Morgan, Bank of America e Safra.
Eles concordaram em financiar até 70% dos projetos, sendo que os 30% restantes serão bancados pelos concessionários.
Os juros serão de até 7% --5% da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais 2 pontos de ganho dos bancos.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que o ganho do banco de fomento será, no máximo, de 0,5 ponto, ficando o restante com os bancos repassadores. Normalmente, o BNDES ficava com 0,75 ponto. A Folha apurou que os bancos privados querem reduzir esse ganho à casa de 0,15 ponto.
"Estamos discutindo ainda esse ponto. Mas essa é uma notícia boa. Não é usual que os bancos privados participem desses projetos de tão longo prazo. E todos demonstraram interesse", disse o ministro, após se reunir com os 11 banqueiros.
Cada instituição poderá definir qual a porcentagem e o prazo de financiamento que assumirá, segundo a análise de crédito e do relacionamento com o vencedor dos leilões.
Apesar de as concessões serem de 25 anos, os bancos agora poderão financiar os projetos por períodos inferiores, de, no mínimo, dez anos.
Os principais pontos já tinham sido discutidos pela área técnica dos bancos, como mostrou reportagem da Folha. O desenho vale para financiar as rodovias, mas poderá ser replicado também nas ferrovias. "Estamos bastante otimistas e achamos que terá concorrência no leilão da próxima quarta", disse.
IOF
O ministro disse ainda que estuda o pleito dos bancos privados de excluir o IOF dessas operações. A resposta deve sair na próxima semana. "Ultimamente, não estamos fazendo desonerações. Mas estamos estudando e não é uma receita que vamos abrir mão", disse.