Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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TATIANA FREITAS
DE SÃO PAULO
Atualizado às 12h37.
O banco JBS, pertencente à família Batista (dona do frigorífico JBS), e o banco Matone, com atuação no varejo e mais forte no sul do país, anunciaram hoje um memorando de entendimentos para realizar uma fusão entre as instituições.
O banco JBS é um banco múltiplo especializado em crédito para pecuaristas, enquanto o Matone é um banco múltiplo com carteira comercial. Com a fusão, a holding J&F Participações, da família Batista, passa a atuar na concessão de crédito a pessoa física.
"É a melhor forma de capturar essa fase de prosperidade pela qual o Brasil tem passado", afirmou Joesley Batista, presidente da J&F Participações e ex-presidente do frigorífico JBS. "O crédito à pessoa física ainda é muito baixo no Brasil; o potencial disso é fantástico", acrescentou.
Os dois bancos serão controlados por uma holding a ser constituída, com participação de 60% da J&F e de 40% da Matone holding, controladora do banco.
O balanço consolidado das duas instituições deve apresentar patrimônio líquido de R$ 550 milhões, após aporte de R$ 200 milhões que será feito pela J&F e de R$ 100 milhões pela Matone holding.
O banco resultante da fusão entre as duas instituições --que deverá receber uma nova marca-- nasce com uma carteira de crédito de R$ 2,5 bilhões. Segundo o presidente do banco Matone, Alberto Matone, a carteira de crédito deve chegar a R$ 6 bilhões no prazo de um ano e meio.
Apesar do objetivo de crescer no varejo, que levou o banco JBS a procurar um parceiro com experiência na área, a instituição continuará oferecendo crédito a seus pecuaristas. Segundo Batista, ainda há espaço para crescer também nesse segmento.