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Atualizado às 20h33.
Confirmando a principal aposta de economistas, o Banco Central (BC) manteve nesta quarta-feira (16) o juro básico da economia brasileira, a taxa Selic, em 7,25% ao ano.
O BC manteve a taxa pela segunda reunião seguida. O último corte, de 7,5% para 7,25% ocorreu em outubro de 2012. Na reunião de novembro o índice se manteve nos patamares atuais, o menor valor da história (veja gráfico abaixo). Antes, a Selic sofreu dez cortes seguidos, que fizeram a taxa cair 5,25 pontos percentuais desde agosto de 2011.
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O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC tomou a decisão por unanimidade, sem viés de alta ou baixa.
"Considerando o balanço de riscos para a inflação, que apresentou piora no curto prazo, a recuperação da atividade doméstica, menos intensa do que o esperado, e a complexidade que ainda envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta", informou a assessoria de imprensa do Banco Central, em nota.
Votaram pela decisão todos os membros do Copom: Alexandre Antonio Tombini (presidente do comitê e do BC), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.
Segundo cálculos da economista Silvia Matos, da FGV, a taxa de juros real (já descontada a inflação) ficará em torno de 1% com a Selic a 7,25% ao longo do ano, retornando para cerca de 1,5% apenas no fim de 2013.
ESPECIALISTAS
A maioria dos especialistas apostava na estabilidade do juro pelos mesmos dois fatores alegados pelo BC: o fraco desempenho da economia --com o PIB do terceiro trimestre de 2012 crescendo menos do que se previa-- e a tendência de alta da inflação.
Nesse cenário, eram considerados temerários tanto o corte da taxa --que poderia estimular mais o consumo, mas com risco de aumentar a pressão inflacionária-- quanto o seu aumento, que poderia pesar contra uma recuperação da atividade econômica.
O IPCA, índice oficialmente utilizado pelo governo para medir a variação de preços no país e definir a política de juros, terminou 2012 em 5,84%, acima das estimativas de economistas consultados pelo BC, de 5,71%.
Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora, destacou em relatório que esse resultado "confirmou a surpresa inflacionária do último trimestre de 2012" e que essa alta recente da inflação indica "tanto a elevada vulnerabilidade da economia brasileira a choques inflacionários quanto uma tendência de alta de médio prazo do IPCA".
Para 2013 e 2014, a corretora projeta o IPCA em 5,3% e 5,5%, respectivamente.
JUROS A PESSOA FÍSICA
Com Selic em 7,25% ao ano, a taxa média de juros a pessoas físicas fechou 2012 em 88,83% ao ano, a menor desde o início da série histórica em 1995, segundo dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Em julho de 2011, quando a Selic estava em 12,50% ao ano, esse juro médio ao consumidor era de 121,21% ao ano.
Linha de crédito | Taxa em dezembro, ao mês |
---|---|
Juros comércio | 4,06% |
Cartão de crédito | 9,37% |
Cheque especial | 7,82% |
CDC - bancos- financiamento de automóveis | 1,52% |
Empréstimo pessoal-bancos | 2,93% |
Empréstimo pessoal-financeiras | 6,96% |
Taxa média | 5,44% |
POUPANÇA X FUNDOS DE INVESTIMENTO
O juro básico em 7,25% ao ano faz da poupança um investimento mais atraente que a maioria dos fundos de renda fixa --considerando o ganho líquido mensal, que desconta taxas cobradas e impostos--, segundo levantamento da Anefac.
Nessa comparação, a caderneta se revela uma boa alternativa mesmo após a mudança de regras que reduziu a rentabilidade de aplicações feitas a partir de 4 de maio de 2012.
Pela norma, todos os novos depósitos efetuados na poupança renderão 70% da Selic + TR (Taxa Referencial) sempre que o juro básico for menor ou igual a 8,5% ao ano.
Editoria de Arte/Folhapress | ||
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De acordo com a Anefac, a nova poupança, com rentabilidade de 0,41% ao mês, ganha de todos os fundos de renda fixa com taxa de administração a partir de 2% ao ano, independente do prazo para resgate dos recursos.
Já para os fundos que cobram 1,5% ao ano de taxa, a poupança nova ganha quando o prazo de resgate oferecido por eles é até um ano, empata nos prazos entre um ano e dois anos, e só perde quando o resgate pode ser feito a partir de dois anos.
Só os fundos com taxas de administração de 0,50% ao ano --concedidas, normalmente, em aplicações acima de R$ 50 mil-- sempre vencem da poupança independentemente dos prazos de resgate determinados.
Considerando a poupança antiga --que rende 0,5% ao mês + TR, ou 6,17% ao ano + TR--, que contempla aplicações anteriores a 4 de maio de 2012, a caderneta é mais vantajosa que todas as opções de fundos destacadas pela Anefac, com taxas de administração entre 0,50% ao ano e 3% ao ano e qualquer prazo de resgate.
SIMULADOR
A Folha oferece uma calculadora em que é possível simular a rentabilidade dos investimentos. Basta preencher o campo com o valor de aplicação desejado para comparar os ganhos projetados em 12 meses em modalidades como poupança, CDB (Certificado de Depósito Bancário) e fundo de renda fixa.
O simulador oferece alguns parâmetros, como taxa de administração, juro básico e inflação prevista, mas o leitor também pode alterar os números da maneira que desejar.