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Após cair em junho, a inadimplência dos consumidores voltou a subir levemente no mês passado, segundo dados da nota de crédito do Banco Central, divulgada nesta quinta-feira (30).
O calote de mais de 90 dias aumentou de 7,8% das operações para 7,9%. As categorias que registraram crescimento da inadimplência foram cheque especial, no qual o calote subiu de 11,6% em junho para 11,8% em julho, crédito pessoal (alta de 5,7% para 5,8%) e aquisição de outros bens (de 14,1% para 14,2%).
A inadimplência às empresas ficou estável em 4% no mês, enquanto a de veículos se manteve estável em 6%.
Os dados mostraram ainda que a inadimplência média das operações em atraso de mais de 90 dias ficou em 5,9% no mês passado, maior do que junho, quando estava em 5,8%.
JUROS E VOLUME
Já as taxas de juros para consumidores e empresas voltaram a cair em julho. Os juros médios cobrados de pessoas físicas caíram de 31,1% ao ano em junho para 30,7% no mês passado.
Já no caso das taxas cobradas de pessoas jurídicas, a redução foi de 36,5% para 36,2% ao ano.
O volume crédito cresceu 0,7% em julho ante junho, chegando a 50,7% do PIB (Produto Interno Bruto), ou R$ 2,184 trilhões de reais, informou o Banco Central nesta quinta-feira (30).
O BC informou que o spread --diferença entre o custo de captação do banco e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final-- atingiu 23 pontos percentuais em julho, ante os 23,2 pontos registrados no mês anterior.
SETORES
Os financiamentos para aquisição de veículos perderam ritmo na comparação com o mês anterior, quando as contratações foram impulsionadas pelas medidas de estímulo anunciadas em maio. O saldo desses financiamentos totalizou R$ 183,9 bilhões, alta de 1% no mês e de 14,3% em 12 meses.
O crédito habitacional, com recursos da caderneta de poupança e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviços), alcançou saldo de R$ 242,3 bilhões em julho, após incrementos de 2,7% no mês e de 39,6% em 12 meses. Essa modalidade de crédito tem o equivalente a 5,6% do PIB.
Nas mesmas bases de comparação, os empréstimos pessoais cresceram 0,9% no mês e 16,7% (12 meses), atingindo saldo de R$ 270,3 bilhões.