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DE SÃO PAULO
Atualizado às 22h12.
Uma despesa não declarada com a empresa de segurança de Freud Godoy, que foi assessor pessoal do ex-presidente Lula, levou a Justiça Eleitoral de São Paulo a desaprovar as contas do Diretório Municipal do PT na capital paulista.
O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 6ª Vara Eleitoral, rejeitou também a prestação de contas apresentada pela campanha do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
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A Caso Sistema de Seguranças, empresa de Godoy, recebeu R$ 30.655,11 do Diretório Municipal petista.
O juiz eleitoral afirmou que o PT não apresentou documentos provando que os serviços da Caso não têm relação com a campanha de Haddad. Por isso, rejeitou as contas do diretório por "omissão de despesas".
O PT diz que a Caso foi contratada em janeiro para fazer a segurança patrimonial da sede do diretório, no centro de São Paulo e não tem ligação com a campanha eleitoral, iniciada em julho.
"Vamos apresentar a comprovação de que os serviços são prestados no dia a dia do partido, não da campanha", disse Fernando Neisser, advogado do PT paulistano.
Godoy foi apontado por Marcos Valério, operador do mensalão, como intermediário de repasses de dinheiro do esquema para o pagamento de despesas pessoais de Lula. Ele negou as acusações.
OUTRO LADO
Em nota, o diretório informou que vai recorrer da decisão. "No recurso, o partido juntará mais documentos comprovando a total regularidade da prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral."
De acordo com o diretório, "a empresa Caso Sistema de Segurança foi contratada, em janeiro de 2012, para prestar serviços de segurança patrimonial da sede do Diretório Municipal do PT. A empresa não foi contratada para atuar na campanha eleitoral".
CONTAS DE CAMPANHA
As contas de Haddad foram rejeitadas porque o juiz considerou irregular a contratação, por R$ 4,6 milhões, de uma empresa que forneceu carros de som e material publicitário para a campanha. Ela está instalada em imóvel de pequeno porte e, segundo o magistrado, não teria condições de estocar o material em suas instalações.
Também foi questionada a emissão de 21 notas sequenciais, de R$ 1 milhão cada, pela empresa do marqueteiro de Haddad, João Santana, na véspera do segundo turno.
Hélio da Silveira, advogado da campanha, disse que a emissão das notas era necessária para formalizar a existência da dívida de R$ 21 milhões com Santana, que será paga de forma escalonada pelo Diretório Municipal do PT.