Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
BRASÍLIA - Economistas-chefes dos bancos Bradesco e Itaú, as duas maiores instituições financeiras privadas do País, defenderam mais transparência fiscal nas contas do governo, em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta terça-feira, 10.
O representante do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, afirmou que há dúvidas no mercado sobre o cumprimento real da meta de superávit primário. É um jogo que tem todo ano. Vai se criando credibilidade à medida que vai entregando os resultados.
O porta-voz do Bradesco, Octavio de Barros, disse que é preciso fazer uma aposta radical em orçamentos críveis. Segundo ele, durante 15 anos o Brasil construiu uma belíssima história de credibilidade fiscal, mas alguns ruídos nos últimos anos poderiam ter sido evitados. Mas não vejo problemas de solvência, declarou.
Barros defendeu ainda a aprovação de uma lei que limite aumento do gasto em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Isso me parece a solução final para todas as dúvidas fiscais, sugeriu. A meta fiscal perseguida pelo governo para este ano é de um superávit primário de 2,3% do PIB. O superávit representa a economia feita para pagamentos de juros da dívida pública.
Apesar de reconhecer a dificuldade de fixar um câmbio correto, Goldfajn disse que prefere usar como parâmetro a fórmula que considera o câmbio ideal para reduzir o déficit em conta corrente no longo prazo. Nesse sentido, o economista disse que o câmbio a R$ 2,30 ajudaria a chegar em um déficit de 1,5% a 2% do PIB em 2013. É o que eu acho sustentável, projeto.
Goldfajn avaliou que a depreciação cambial terá impacto na inflação, sobretudo por causa do repasse para os preços dos bens intermediários importados. É inevitável o repasse, afirmou. Ele acredita que a inflação deva ficar em torno de 6% este ano.