Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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IVONE PORTES
da Folha Online, em Brasília
O presidente da CUT, Luiz Marinho, acredita que o acordo que ele espera fechar com os bancos possibilite que trabalhadores possam fazer empréstimos com juros abaixo de 3% ao mês.
O projeto que ele deve apresentar hoje a banqueiros e ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, em reunião em Brasília, prevê que os empréstimos concedidos pelos bancos sejam deduzidos diretamente na folha de pagamento dos trabalhadores.
Isso, segundo Marinho, reduziria a inadimplência e abriria espaço para uma queda significativa nos juros cobrados pelos bancos, que hoje chegam a ultrapassar 10% ao mês.
A legislação brasileira, no entanto, restringe a implementação desse projeto. O desconto em folha de pagamento está limitado a 30% dos salários.
Caso seja implementado, Marinho disse que a primeira fase do projeto deverá ser mais de ajuste. Ou seja, as pessoas que estão com dívidas atrasadas com os bancos poderiam regularizar a situação.
Marinho disse que vários segmentos industriais, como os representados pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), já concordaram com a proposta.
Já o presidente da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira, que também participa da reunião com Palocci, se mostrou receptivo ao acordo que pode ser fechado ainda hoje. É um passo inicial para se estudar a maneira mais fácil de acesso ao crédito, disse.
O secretário geral da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Canindé Pegado, por sua vez, fez uma alerta. Ele disse que os trabalhadores devem verificar, primeiramente, se estão em condições de aumentar seu endividamento.
Ele considera que a margem consignável de salários, de 30%, prevista em lei para os servidores públicos, é alta. Mas, segundo ele, a iniciativa é válida. É uma facilidade para o trabalhador, que hoje tem dificuldade de chegar ao sistema bancário porque precisa de garantias geralmente não disponíveis para preencher todas as exigências do mercado financeiro.
Também participa da reunião com Palocci, além de sindicalistas, representantes do empresariado e banqueiros, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.