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DE BRASÍLIA
Atualizado às 20h27.
Depois de reduzir a taxa de juros nas principais linhas comerciais com empresas e pessoas físicas e no crédito imobiliário, a Caixa Econômica Federal anunciou que diminuirá, a partir de terça-feira (1/5), também o custo dos empréstimos para capital giro que utilizam recursos do programa Progeren, do BNDES.
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Destinado a garantir dinheiro para as empresas administrarem o caixa no dia a dia, o programa tem como foco a geração de emprego e renda nas indústrias, justamente as que mais reclamam da perda de competitividade em função do real sobrevalorizado.
O anúncio da Caixa é um movimento que ajuda o setor. A taxa mínima cobrada a partir de amanhã será de 11,2% ao ano em comparação com os 12,2% ao ano praticados atualmente. O custo máximo da Caixa será de 15% ao ano ante 16% ao ano cobrados até então, de acordo com o risco da empresa.
Segundo o diretor da área de pessoas jurídicas da Caixa, Roberto Derziê, com a redução, o custo do Progeren na instituição ficou extremamente competitivo, abaixo inclusive da linha que é o carro-chefe da Caixa no segmento capital de giro para empresas.
"Estamos vislumbrando uma maior concorrência", disse. Segundo ele, o interesse dos bancos privados deverá aumentar nessas linhas. Na semana passada, em encontro na Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o BNDES fez uma apresentação sobre o programa, explicando o corte nas taxas cobradas pela instituição para repassar o dinheiro aos bancos. "A reunião estava disputada".
O Progeren foi um dos eleitos pelo BNDES para integrar o pacote de medidas com estímulo ao setor produtivo anunciado pelo governo recentemente. No início do mês passado, o ministro Guido Mantega (Fazenda) havia pedido ao presidente do BNDES para ajudar no esforço de governo de pressionar os bancos a reduzirem o custo das operações que usam dinheiro da instituição oficial.
Principal financiador de investimentos ao setor privado, o BNDES quer garantir que a redução dos custos de suas operações seja, de fato, repassada para o tomador final. Boa parte dos empréstimos de capital de giro do BNDES não é feita diretamente pela instituição, mas repassada por meio de bancos comerciais.